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Objeto: A linguagem simbólica do figurino como focalizador da concepção e criação coreográfica a partir da experiência visual.
Finalidade: Analizar os princípios das interfaces entre figurino/ dançarino, suas possíveis interferências no campo comportamental e emocional à partir da mensagem visual desse figurino
Esta pesquisa
baseia-se essencialmente numa fenomenologia da exploração coreográfica.
Para o dançarino, o espaço referencial de uma coreografia é
o mundo dos sentidos, desde o nível da sensação pessoal
até os maiores sentidos que a vida possui - o trans-temporal, forte
e significativo - subjacente à momentos da realidade cotidiana. As
fontes desse universo dos sentidos são várias. Poderíamos
dizer que existem camadas de significação superficiais e profundas,
mais funcionais ou mais emocionais. Através de movimentos corporais
pode-se fazer referências à espaços sociais e pessoais,
psicológicos e existenciais, evocando, por vezes, uma memória
de âmbito universal - coletiva e trans-pessoal - de imagens arquetípicas
(Jung, 1970).
Acreditamos que o contexto de percepção e interpretação
de imagens, revela-se como uma área essencial na pesquisa coreográfica,
tanto para o dançarino quanto para a espectador. A exploração
coreográfica através da investigação de elementos
como a linguagem visual do figurino e sua percepção, impõe
possibilidades e limitações simbólicas.
